Estratégias para Preservação de Laringe no Câncer Localmente Avançado da Laringe e da Hipofaringe
DOI:
https://doi.org/10.35753/rchsi.v3i1.466Palavras-chave:
Câncer de Laringe e Hipofaringe, Preservação de Laringe, Quimioterapia e RadioterapiaResumo
O câncer de laringe (CL) representa 25% das neoplasias que acometem a região da cabeça e pescoço e aproximadamente 2% de todas as doenças malígnas. O câncer da hipofaringe (CH) é menos comum que o CL, com o número de casos estimado em 25% do total de CL. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento dessas neoplasias são o tabagismo e o etilismo e o tipo histológico mais prevalente é o carcinoma escamocelular (CEC). A cirurgia, com ou sem radioterapia (RT), tem sido a estratégia de tratamento padrão do CL e do CH localmente avançado (estádios III e IV), porém, este procedimento implica no comprometimento da fala e na necessidade de traqueostomia definitiva, o que costuma interferir negativamente na qualidade de vida. Desta forma, abordagens terapêuticas que possibilitam a preservação da laringe têm sido pesquisadas, tendo como principal objetivo a manutenção de um órgão funcionante, com preservação da fala, da deglutição e de uma via aérea pérvia. Os pacientes com tumores localmente avançados, candidatos à preservação do órgão, são submetidos a tratamentos baseados em RT, usualmente associada à quimioterapia (QT) ou imunoterapia (IT). No entanto, para pacientes criteriosamente selecionados, podem ser indicadas ressecções parciais da laringe ou hipofaringe. Esses pacientes, preferencialmente, devem ser conduzidos a instituições especializadas e avaliados, antes do tratamento definitivo, por uma equipe multidisciplinar com experiência no tratamento de câncer de cabeça e pescoço. A definição do melhor tratamento deve ser individualizada e personalizada, baseada na experiência de cada instituição.