Evolução do Tratamento Farmacológico da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada
DOI:
https://doi.org/10.35753/rchsi.v8i4.568Palavras-chave:
Insuficiência Cardíaca, Fração de Ejeção Preservada, Diagnóstico, TratamentoResumo
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) é definida pela presença de sinais e sintomas característicos em coração com função ventricular sistólica acima de 50%, e evidências de disfunção diastólica esquerda. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo maior no sexo feminino, e sua incidência dobra a cada década de vida. O diagnóstico é feito através de adequada anamnese e exame físico, e exames complementares como radiografia de tórax e eletrocardiograma que visam pesquisar sinais de congestão pulmonar, hipertensão pulmonar, aumento da área cardíaca, sobrecarga de câmaras e fibrilação atrial. Já o ecocardiograma, além de definir a função ventricular, pode indicar hipertrofia ventricular esquerda e sinais de disfunção diastólica. Outros exames, como a dosagem de peptídeo atrial natriurético, podem ser definidores em casos suspeitos. Devido à complexidade diagnóstica, escores como HF2pEF e HFA-PEFF são utilizados para aumentar a acurácia. Durante muito tempo, o tratamento foi baseado no arsenal disponível para a insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, porém os estudos falharam em demonstrar benefícios com o uso de inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona, betabloqueadores, bloqueador de receptor da angiotensina com inibidor da neprisilina, e antagonistas esteroidais da aldosterona na ICFEP. No entanto, novos trabalhos têm apontado redução de desfechos cardiovasculares nessa população com o uso de inibidores do SGLT2, antagonistas não esteroidais da aldosterona e o agonista do GLP1 semaglutida.