O Uso da Glutamina em Cirurgia

Authors

  • Marcos Dantas Moraes Freire
  • Eula Graciele Amorim Neves
  • Songeli Menezes Freire
  • Andre Ney Menezes Freire

DOI:

https://doi.org/10.35753/rchsi.v3i3.486

Keywords:

Cirurgia, Glutamina, Imunonutrição, Nutrição Enteral, Nutrição Oral, Nutrição Parenteral, Nutrologia

Abstract

A glutamina (GLN) é um aminoácido neutro, condicionalmente essencial e descrito como o mais abundante no plasma e tecido muscular humano, está envolvida em diversas funções metabólicas e vias de sinalização celular. É importante para a modulação da expressão de genes relacionados com a síntese e degradação de proteínas e a ativação de genes envolvidos com a proliferação e controle celular. Além disso, contribui para a homeostasia celular em meio a agentes infecciosos e espécies reativas de oxigênio. Atualmente, a suplementação com glutamina tem sido bastante utilizada em protocolo de intervenção clínica e hospitalar na nutrição oral, enteral e parenteral, como terapia imunomoduladora em pacientes cirúrgicos no pré e pós-operatório e no tratamento de pacientes em estado clínico de hipercatabolismo, como em septicemia, traumas, queimaduras, visando melhorar o estado clínico, nutricional e imunitário. Diversas evidências apontam para potenciais benéficos promovidos pela glutamina na cicatrização de feridas, melhor reversão de lesões isquêmicas intestinais e da função de absorção intestinal, além de melhora do estado de pacientes submetidos a cirurgias oncológicas e na redução no tempo de internamento hospitalar. O uso da glutamina parece não ter efeito sobre a redução do tempo de internamento de pacientes críticos nem sobre a mortalidade, exceto nos pacientes vítimas de queimaduras extensas.

Published

2016-09-30