Uso da Imunoterapia em Contexto Neoadjuvante para Tumores do Trato Gastrointestinal
DOI:
https://doi.org/10.35753/1fmfzf22Palavras-chave:
Imunoterapia, Tumores, Trato GastrointestinalResumo
A imunoterapia no cenário neoadjuvante para tumores do trato gastrointestinal tem se mostrado uma estratégia promissora, especialmente em pacientes com perfil molecular MSI-H/dMMR, nos quais estudos recentes evidenciam altas taxas de resposta patológica completa e impacto positivo na sobrevida livre de doença. Ensaios clínicos destacam a eficácia de inibidores de checkpoint imunológico, como nivolumabe, ipilimumabe, dostarlimabe e pembrolizumabe, em diferentes subtipos, incluindo câncer colorretal, gástrico, esofágico e de junção esofagogástrica. Entretanto, os resultados ainda são heterogêneos em tumores pMMR e outros subgrupos, ressaltando a necessidade de estudos de Fase III com acompanhamento prolongado. O uso de biomarcadores consolidados (MSI-H/dMMR) e emergentes (PD-L1, EBV, POLE/POLD1, TMB, ctDNA, HER2 e CLDN18.2) será fundamental para selecionar pacientes e individualizar condutas terapêuticas. A integração da imunoterapia com tratamentos convencionais e abordagens cirúrgicas personalizadas pode redefinir o paradigma terapêutico dos tumores gastrointestinais, ampliando as perspectivas de eficácia e qualidade de vida.