Abordagem Ortopédica das Fraturas Supracondilares do Úmero na Infância
DOI:
https://doi.org/10.35753/rchsi.v7i4.458Palavras-chave:
Fraturas Supracondilares do Úmero, Crianças, ComplicaçõesResumo
As fraturas supracondilares do úmero na infância são importantes pela sua alta prevalência e especialmente importante para médicos pelo mesmo motivo além de multiplicidade de opções terapêuticas e possibilidade de sequelas irreversíveis. Essas fraturas possuem incidência de 1,7 por mil e representam 15% de todas as fraturas pediátricas, perfazendo 50 a 70% das que ocorrem no cotovelo. Lesões vasculares ocorrem em 10 a 20% e lesões nervosas estão presente em 12,7% a 16,6% das fraturas. São diferenciadas em dois tipos principais: extensão e flexão. Lesões em extensão são classificadas em quatro tipos: Tipo I, Tipo II (divididos em A e B), Tipo III e Tipo IV. O tratamento conservador é realizado de forma global em cerca de 90% das fraturas supracondilares. Fraturas do Tipo I são tratadas com gesso axilopalmar por quatro a seis semanas. Lesões do Tipo IIA e IIB majoritariamente são tratadas por redução, utilizando o arco C e sob anestesia, sendo o gesso axilopalmar suficiente na maior parte dos casos, contudo aproximadamente 15% necessitam de fixação com pinos e/ou redução aberta. Fraturas do Tipo III ou IV devem ser tratadas com fixação por fios ou pinos e a redução aberta pode ocorrer em 16,7 a 23,33% dos casos. A redução aberta pode ser realizada por via posterior ou anterior e a fixação pode utilizar pinos laterais divergentes ou medial e lateral cruzados. As principais complicações destes métodos são a perda da redução e as lesões neurológicas, especialmente do nervo ulnar.