Avanços na Biópsia Prostática: Contribuições para o Diagnóstico de Precisão do Câncer de Próstata

Autores

  • Humberto Ferraz
  • Merson Almeida
  • Eduardo Café
  • Jorge Bastos
  • Carolina Atayde
  • Felipe Mathias
  • Isabella Motta
  • Vitor Pereira
  • Aloísio Valter
  • Wemerson Silva

DOI:

https://doi.org/10.35753/hgz9a623

Palavras-chave:

Câncer de Próstata, Biópsia Prostática, Ressonância Magnética Multiparamétrica, Microultrassom, Diagnóstico de Precisão

Resumo

O câncer de próstata (CaP) é a neoplasia maligna mais comum diagnosticada em homens no Brasil (excetuando-se o câncer de pele não melanoma). Na Bahia, foram 1.600 óbitos em 2024 e taxa de incidência de 79,4 casos para cada 100 mil homens no ano. Nas fases iniciais, a doença costuma ser assintomática. A avaliação diagnóstica envolve toque retal, PSA sérico e métodos avançados de imagem. A ressonância magnética multiparamétrica (RNMmp) é atualmente o método de referência e apresenta alto valor preditivo negativo (~90%), reduzindo biópsias desnecessárias. O microultrassom (MUS), tecnologia emergente de alta resolução, utiliza o protocolo PRI-MUS para estratificação de risco em tempo real e tem demonstrado acurácia comparável à RNMmp, constituindo alternativa viável quando esta é indisponível ou contraindicada. O diagnóstico definitivo é obtido pela biópsia, realizada pelas vias transretal ou transperineal. Metanálises mostram taxas semelhantes de detecção de CaP clinicamente significativos entre biópsias transretal e transperineal; entretanto, a via transperineal apresenta risco infeccioso significativamente menor. Calculadoras de risco integrando PSA, parâmetros clínicos e RNMmp auxiliam na decisão individualizada. Os avanços em métodos de imagem e técnicas de biópsia elevaram a precisão diagnóstica do CaP. A integração entre modelos clínicos, RNMmp, MUS e estratégias modernas de biópsia favorece o diagnóstico precoce e seguro.

Publicado

2025-12-31