Bioestatistica é a Arte de Torturar os Números Até que Mostrem o Que se Quer, ou o Único Caminho a Garantir o Progresso da Medicina?
DOI:
https://doi.org/10.35753/kj7zef63Palavras-chave:
Bioestatística, Conhecimento, Progresso CientíficoResumo
Este editorial trata do papel da bioestatística na produção do conhecimento científico e no avanço da Medicina. Embora frequentemente associada à ideia de que os números podem ser manipulados para sustentar determinadas conclusões, a bioestatística permanece como uma ferramenta indispensável para a pesquisa biomédica e para a medicina baseada em evidências. O texto discute os benefícios e os desafios de sua aplicação, destacando que a qualidade das conclusões depende não apenas dos métodos estatísticos utilizados, mas também do rigor metodológico, da transparência e da integridade dos pesquisadores. Além disso, aborda a importância da alfabetização estatística e da formação crítica dos profissionais de saúde diante da crescente complexidade dos dados na era da inteligência artificial e da medicina de precisão. Por fim, defende que a bioestatística deve ser compreendida como um instrumento essencial para o progresso científico, cujo valor está diretamente relacionado à forma ética e responsável com que é utilizada.